Perguntas
e
Respostas

1953

A Mãe

Perguntas e respostas 1929 (14 de Abril)

 


Por que você diz que isto é ambição?


Por que você quer servir à humanidade, qual é a sua idéia? É ambição, é para tornar-se um grande homem entre os homens. É difícil entender?... Eu posso ver isto!

 

O Divino está em toda parte. Assim, se alguém serve à humanidade, serve ao Divino, não é?


Isto é maravilhoso! A coisa mais evidente em tudo isto é dizer: “O Divino está em mim. Se eu sirvo a mim mesmo, estou servindo também ao Divino!” (Risos) De fato, o Divino está em toda parte. O Divino realizará o Seu próprio trabalho muito bem sem você.

Vejo muito bem que você não compreende. Mas se você compreende verdadeiramente que o Divino está presente em todas as coisas, por que você se intromete querendo servir à humanidade? Para servir à humanidade você deve saber melhor que o Divino o que deve ser feito por ela. Você sabe melhor que o Divino como servi-la?

O Divino está em toda parte. Sim. As coisas não parecem ser divinas.... Quanto a mim, vejo apenas uma solução: se você quer ajudar a humanidade, há apenas uma coisa a fazer, é tomar-se a si mesmo, tão completamente quanto possível, e oferecer-se ao Divino. Esta é a solução. Porque deste modo, pelo menos a realidade material que você representa será capaz de tornar-se um pouco mais semelhante ao Divino.

Diz-se que o Divino está em todas as coisas. Por que as coisas não mudam? Porque o Divino não obtém uma resposta, nada disso responde ao Divino. A pessoa deve buscar as profundezas da consciência para ver isto. O que você quer fazer para servir à humanidade? Dar alimento aos pobres? – Você pode alimentar milhões deles. Isto não será uma solução, o problema continuará o mesmo. Dar novas e melhores condições de vida aos homens? – O Divino está neles, como é então que as coisas não mudam? O Divino deve saber melhor do que você a condição da humanidade. O que é você? Você representa apenas uma pequena fração de consciência e uma pequena fração de matéria, é a isto que você chama de “eu mesmo”. Se você quer ajudar a humanidade, o mundo ou o universo, a única coisa a fazer é dar esta pequena fração inteiramente ao Divino. Por que o mundo não é divino?... É evidente que o mundo não está em ordem. Desse modo, a única solução para o problema é dar o que pertence a você. Dá-lo totalmente, completamente ao Divino; não apenas por você mesmo, mas pela humanidade, pelo universo. Não existe melhor solução. Como você quer ajudar a humanidade? Você nem mesmo sabe do que ela necessita. Talvez saiba menos ainda a que poder você está servindo. Como pode mudar qualquer coisa sem ter, de fato, mudado a si mesmo?

De qualquer forma, você não é poderoso o bastante para fazê-lo. Como espera ajudar uma outra pessoa se você não tem uma consciência superior à dela? É uma idéia infantil! São crianças os que dizem : “Eu estou construindo um abrigo, vou construir uma creche, dar sopa aos pobres, pregar este conhecimento, difundir esta religião.... É apenas porque você se considera melhor do que os outros, acha que sabe melhor do que eles o que eles devem ser ou fazer. É o que tal coisa, servir à humanidade, é na verdade. Você quer continuar com tudo isto? Isso não mudou muito as coisas. Não é para ajudar a humanidade que a pessoa abre um hospital ou uma escola.


De qualquer maneira, isto ajudou, não é? Se todas as escolas fossem abolidas...


Eu não acho que a humanidade seja mais feliz do que era antes nem que tenha havido uma grande melhora. Tudo isto lhe dá na maioria das vezes o sentimento “Eu sou alguma coisa”. Isto é o que eu chamo de ambição.

Se às mesmas pessoas que estão dispostas a dar dinheiro para escolas fosse dito que há uma Obra divina a ser realizada, que o Divino decidiu realizá-la desse modo em especial, mesmo que elas estivessem convencidas de que a Obra pertence ao Divino, elas se recusariam a dar o que quer que fosse, pois esta não é uma forma reconhecida de caridade – não se tem a satisfação de haver feito algo de bom! Isto é o que eu chamo de ambição. Eu tive exemplos de pessoas que podiam dar fortunas em rúpias para abrir um hospital, pois isto lhes proporcionava a satisfação de estar fazendo algo notável, nobre, generoso. Elas se auto-glorificam, isto é o que eu chamo de ambição. Conheci um humorista que costumava dizer: “O Reino de Deus não virá tão cedo, pois o que seria dos pobres filantropos? Se a humanidade não sofresse mais, os filantropos ficariam sem trabalho”. É difícil escapar disso. Contudo, é verdade que o mundo jamais sairá do estado em que se encontra a menos que se entregue ao Divino. Todas as virtudes – vocês podem glorificá-las – aumentam sua auto-satisfação, ou seja, seu ego; elas não o ajudam, na verdade, a tornar-se consciente do Divino. São as pessoas generosas e sábias deste mundo que são as mais difíceis de converter. Elas se acham muito satisfeitas com sua vida. Um homem humilde, que tenha feito todo tipo de coisas estúpidas a vida toda, imediatamente se lamenta e diz: “Eu não sou nada, não posso fazer nada. Fazei de mim o que Vós quiserdes”. Tal pessoa está mais correta e mais próxima do Divino do que alguém que seja sábio e cheio de sua sabedoria e vaidade. Ela se vê como é de fato. O homem sábio e generoso, que tenha realizado muito pela humanidade, está muito satisfeito consigo mesmo para ter a mínima idéia de mudar. Geralmente são estas pessoas que dizem: “Se eu tivesse criado o mundo, eu não o teria feito deste modo, eu o teria criado muito melhor do que ele é”, e elas tentam corrigir o que o Divino fez de errado! De acordo com sua descrição, tudo isto é estúpido e inútil.... Não é com essa atitude que você pode pertencer ao Divino. Sempre haverá entre você e Ele o ego consciente de sua própria superioridade intelectual, que julga o Divino e está certo de nunca estar enganado. Pois elas estão convencidas de que se tivessem criado o mundo, não teriam cometido todos os erros estúpidos que Deus perpetrou. E tudo isto nasce do orgulho, da vaidade, da arrogância; e é precisamente a semente de tais coisas que existe nas pessoas que querem servir à humanidade.

O que elas vão dar à humanidade? Nada! Mesmo que elas dessem cada gota de seu sangue, todas as idéias de sua cabeça, todo o dinheiro de seu bolso, isto não poderia mudar um único indivíduo, que é tão somente um segundo de tempo na eternidade. Acreditam elas que podem servir à eternidade? Existem inclusive seres superiores ao homem que vieram, trouxeram a luz, deram sua vida, e isso não mudou muito as coisas. Assim, como pode um pequeno homem, um ser microscópico, verdadeiramente ajudar? É vaidade. O argumento dado é: “Se todos fizessem o melhor, tudo ficaria bem”. Eu não penso assim, de fato, é impossível. De certo modo, cada coisa no universo dá o melhor de si. Mas esse melhor não resulta em nada. A menos que tudo mude, nada mudará. É este melhor que deve mudar. No lugar da ignorância deve nascer o conhecimento, o poder e a consciência, do contrário giraremos sem cessar ao redor da mesma estupidez.

Você pode abrir milhões de hospitais, isso não vai impedir que as pessoas fiquem doentes. Pelo contrário, elas terão facilidade e encorajamento para adoecerem. Nós estamos impregnados de idéias desse tipo. Isso tranqüiliza nossa consciência: “Eu vim ao mundo, devo ajudar os outros”. A pessoa se diz: “Quão desinteressado eu sou! Eu vou ajudar a humanidade”. Tudo isso não passa de egoísmo. Na verdade, o primeiro ser humano com o qual você se preocupa é você mesmo. Você quer diminuir o sofrimento, mas a menos que possa transformar a capacidade de sofrer na certeza de ser feliz, o mundo não mudará. Será sempre a mesma coisa, nós giramos em círculo – uma civilização se segue à outra, uma catástrofe à outra; mas a coisa não muda, pois há algo faltando, algo que não está aí, e é a consciência. Isso é tudo.

Pelo menos, esta é a minha opinião. Eu a estou dando a vocês pelo que ela vale. Se vocês querem construir hospitais, escolas, podem fazê-lo; se isto os deixa felizes, tanto melhor para vocês. Isso não tem muita importância. Quando assisti ao filme "Monsieur Vincent", fiquei muito interessada. Ele descobriu que ao alimentar dez pobres, mil outros apareciam. Foi isto que Colbert lhe disse: “Parece que alimentando seus pobres, você os reproduz!” E isto não é inteiramente falso. Contudo! Se é seu destino fundar escolas e dar instrução, cuidar dos doentes, abrir hospitais, isto é bom, faça-o. Mas você não deve tomar isto muito a sério. É algo grandioso que você está fazendo para o seu próprio prazer. Diga: “Estou fazendo isto porque me dá prazer”. Mas não fale de yoga. Não é yoga o que você está fazendo. Você acredita que está realizando algo importante, isto é tudo, e é para a sua satisfação pessoal.

 

Conta-se que o rishi Vishvamitra também criou um novo mundo.


O que ele fez? Diga-me. Ele não estava satisfeito com este mundo e criou um outro, não foi? Onde está esse mundo?

Naturalmente, a primeira idéia é ser maior do que aquele que criou o mundo. Pois a pessoa acha que ele está muito mal feito. É possível, você pode dizer que ele está muito mal feito. Se você acredita que pode fazer melhor que o Divino, eu não estou dizendo que esteja errado. Estou dizendo que você não pode dizer que não é ambicioso. Eu não digo que essas pessoas estejam erradas; digo que elas são ambiciosas. Não é outra coisa senão isto. A prova é que essas pessoas que fazem caridade, as que são generosas, boas e desinteressadas, são as mais difíceis de converter; seu ego é formidável. Sua idéia de justiça, generosidade, etc., é tão grande que não há lugar para mais nada, incluindo o Divino.

Antes de ser capaz de fazer o bem, a pessoa deve penetrar profundamente em si mesma e realizar uma descoberta muito importante. A de que ela não existe. Há algo que existe: é o Divino, e enquanto você não tenha feito esta descoberta, não pode avançar no caminho. Mas, é uma carapaça tão dura!... Se você tem um espírito filosófico, perguntar-se-á: “O que eu chamo de ‘eu mesmo’? É meu corpo? – ele muda todo o tempo, nunca é a mesma coisa. São meus sentimentos? – eles mudam com tanta freqüência. São meus pensamentos? – eles são construídos e destruídos continuamente. Eu não sou isto. Onde está o eu? O que é isto que me dá este sentido de continuidade?” Se continuar com sinceridade, você remonta a alguns anos. O problema se torna cada vez mais complicado. Você continua a observar e diz: “É minha memória”. Porém, mesmo que a pessoa perca a memória, ela continua a ser ela mesma. Se a pessoa continua com sinceridade esta busca em profundidade, chega um momento em que tudo desaparece e apenas uma única coisa existe, e isto é o Divino, a Presença divina. Tudo desaparece, se dissolve, tudo se funde como manteiga ao sol... Quando a pessoa haja feito esta descoberta, ela se torna consciente de que não era senão um feixe de hábitos. É sempre aquilo que não conhece o Divino e não é consciente do Divino que fala. Em todos existem centenas e centenas de “eus” que falam, e de centenas de maneiras completamente diferentes – “eus” inconscientes, mutáveis, fluídicos. O eu que hoje fala não é o mesmo de ontem; e se você observar mais além, o eu terá desaparecido. Apenas um permanece. E este é o Divino. É o único que pode ser visto como sendo sempre o mesmo. E a menos que você tenha ido tão longe...


Se tudo vem d’Ele, por que existem tantos erros?

Você não deve acreditar que tudo o que aconteça para você na vida vem naturalmente do Divino, ou seja, que é a Consciência-Verdade que está dirigindo sua vida. Pois se tudo viesse d’Ele, seria impossível para você cometer um erro.

Como acontece de haver erros em toda parte? Por que as coisas se opõem ao Divino e àquilo que elas devem ser?... Porque existem inúmeros elementos que se entrecruzam e intervêm. Vontades se entrecruzam, e a mais poderosa prevalece. É esta complexidade de normas que criou um determinismo. A Vontade divina é completamente velada por essa horda de coisas. Foi o que eu disse aqui (a Mãe toma seu livro): “Você deve aceitar todas as coisas – e apenas aquelas coisas – que procedem do Divino. Porque podem vir coisas de desejos ocultos. Os desejos operam no subconsciente e atraem para você coisas das quais provavelmente não reconhecerá a origem, mas que não vêm do Divino, porém de desejos disfarçados”.

Se você nutre um poderoso desejo por alguma coisa que não pode obter, você projeta o seu desejo fora de si mesmo. Ele se vai como uma pequena personalidade separada de você e perambula pelo mundo. Ele fará uma pequena ronda, mais ou menos grande, e retornará a você, talvez quando você já o tenha esquecido. Pessoas que têm uma espécie de paixão, que querem algo – isto sai delas como um pequeno ser, como uma pequena chama no ambiente. Esse pequeno ser tem o seu destino. Ele vaga pelo mundo, agitado talvez por outras coisas. Você já o esqueceu, mas ele nunca se esquecerá de que deve produzir um resultado em particular.... Por vários dias você se diz: “Como eu gostaria de ir a tal lugar, ao Japão, por exemplo, e ver tais coisas”, e seu desejo sai de você; mas, por serem os desejos coisas muito fugidias, você se esquece completamente desse desejo projetado com tanta força. Há muitas razões para que você pense em outras coisas. E após dez anos, mais ou menos, ele retorna a você como um prato servido quente. Sim, como um prato quente, bem arranjado. Você diz: “Isto já não me interessa”. Isto não o interessa dez ou vinte anos depois. Isto foi uma pequena formação, que se foi e realizou o seu trabalho como pôde... É impossível ter desejos sem que eles sejam realizados, por mínimo que seja o desejo. A formação fez o que pôde; teve muitas dificuldades, trabalhou duro, e depois de anos retorna. É como um servo que você enviou e que deu o melhor de si. Quando ele volta, você lhe diz: “O que você fez?” – “Por quê? Mas, senhor, foi porque você o quis!”

Você não pode emitir um pensamento poderoso sem que ele saia de você como um pequeno balão, por assim dizer. Nós temos certas histórias que não são inverossímeis, como aquela sobre o avarento que só pensava em seu dinheiro; ele havia escondido o seu tesouro em algum lugar e sempre ia vê-lo. Após sua morte, ele continuava a ir como um fantasma (ou seja, o seu ser vital), para vigiar o seu dinheiro. Ninguém podia se aproximar do local sem sofrer alguma catástrofe. É isto, se você trabalhou para que alguma coisa aconteça, ela sempre se realiza. Ela pode se realizar mesmo após sua morte! Sim, pois quando o seu corpo já não existe, nenhuma das vibrações deixa de existir. Elas se realizam em algum lugar. Foi isto que Buda disse: as vibrações continuam a existir, a serem perpetuadas. Elas são contagiosas. Elas continuam em outros, passam para outros, e todos acrescentam algo a elas.


Uma pessoa pode ajudar o mundo com uma vibração de boa vontade?

Com bons desejos pode-se mudar muitas coisas, com a condição de que seja uma boa-vontade extremamente pura e sem misturas. É perfeitamente óbvio que se um pensamento, uma prece inteiramente pura e verdadeira, é enviada para o mundo, ela realiza o seu trabalho. Mas onde se acha este pensamento perfeitamente puro e verdadeiro quando ele passa pelo cérebro humano? Há degradações. Se, através de um esforço de consciência e conhecimento internos, você pode verdadeiramente sobrepujar em si mesmo um desejo, isto é, dissolvê-lo e aboli-lo, e se, através da boa-vontade interior, através da consciência, da luz, do conhecimento, é capaz de dissolver o desejo, você será, primeiro em si mesmo, pessoalmente, cem vezes mais feliz do que se tivesse satisfeito esse desejo, e então isso terá um efeito maravilhoso. Isso terá uma repercussão no mundo da qual vocês não têm a mínima idéia. Ela se espalhará. Pois as vibrações que você criou continuarão a se propagar. Essas coisas crescem cada vez mais, como uma bola de neve. A vitória que você conquista em seu caráter, por pequena que seja, é uma vitória que pode ser conquistada em todo o mundo. E é isto que eu quis dizer agora mesmo: todas as coisas que são realizadas exteriormente sem mudar a natureza interna – hospitais, escolas, etc. – são feitas por vaidade, pelo sentimento de ser grande, ao passo que essas pequenas e despercebidas coisinhas conquistadas em si mesmo, obtêm uma vitória infinitamente maior, embora os efeitos estejam ocultos. Cada movimento em você que seja falso e se oponha à verdade é uma negação da vida divina. Seus pequenos esforços possuem consideráveis resultados, os quais você nem mesmo tem a satisfação de conhecer, mas que são reais e têm precisamente um efeito impessoal e geral.

Se você quer realmente fazer algo de bom, a melhor coisa que pode fazer é conquistar suas pequenas vitórias com toda sinceridade, uma após outra, e assim fará pelo mundo o máximo que é capaz de fazer.

 

A nossa vitória agirá em proveito de todo o mundo?


Ela não mudará todo o mundo. Pois a sua vitória é muito pequena para todo o mundo. Milhões de vitórias como essas são necessárias. É uma vitória muito pequena se comparada com o todo. Mas ela se associa a outras coisas.... Pode-se dizer que é como trazer ao mundo a capacidade de realizar algo. Porém, para que isto aja de modo efetivo, às vezes são necessários séculos; é uma questão de proporção. Você pode experimentar (e isto é muito mais difícil), mesmo com os que estão ao seu redor.

Você deve ser absolutamente sincero, e não fazê-lo com a idéia de obter um resultado, mas porque você quer conquistar uma vitória. Se você a conquistar, isto necessariamente terá um efeito naqueles que o cercam. Contudo, se um elemento de barganha está misturado a isto, se você faz tal coisa para obter uma outra: “Eu quero superar meus defeitos, mas tal pessoa deve superar também os seus”, então a coisa não funciona. É uma atitude mercantilista: “Eu dou isto, mas tomarei aquilo”. Isso estraga tudo. Não há nem sinceridade nem pureza. É uma barganha.

Nada deve estar misturado à sua sinceridade, à sua aspiração, à sua motivação. Você realiza as coisas por amor ao Divino, pela verdade, pela perfeição, sem nenhum outro motivo, sem nenhuma outra idéia. E isto traz resultados.

A Mãe

(Entretiens, 8 avril 1953 )


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